A gestão adequada de um condomínio exige mais do que a administração financeira e a organização de áreas comuns. A manutenção preventiva periódica é um dos elementos mais estratégicos para garantir a segurança, o conforto e a valorização patrimonial da edificação ao longo do tempo.
Além de prolongar a vida útil dos sistemas construtivos e dos equipamentos, a manutenção preventiva reduz significativamente os custos operacionais, especialmente quando comparada à manutenção corretiva, que geralmente envolve reparos emergenciais, custos mais altos e, muitas vezes, a paralisação parcial ou total do uso de determinadas áreas.
Um plano de manutenções periódicas bem estruturado tem como finalidade realizar inspeções, monitoramentos e intervenções programadas para identificar e corrigir anomalias antes que evoluam para falhas graves. Entre os sistemas e elementos construtivos que devem ser contemplados, destacam-se:
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Estruturas: inspeção de pilares, vigas, lajes e fundações para detectar fissuras, corrosão de armaduras ou deformações.
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Fachadas: verificação de revestimentos, juntas de dilatação e sistemas de impermeabilização, garantindo segurança contra desprendimentos e infiltrações.
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Instalações elétricas e hidráulicas: análise de quadros de distribuição, fiações, tubulações e reservatórios, prevenindo riscos de incêndio, vazamentos e desperdícios.
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Elevadores e equipamentos eletromecânicos: manutenção conforme normas e recomendações dos fabricantes, assegurando operação segura e contínua.
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Sistemas de segurança e combate a incêndio: inspeção de alarmes, extintores, hidrantes, iluminação de emergência e rotas de fuga, conforme legislação vigente.
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Áreas comuns: conservação de pisos, pinturas, coberturas, iluminação e mobiliário urbano interno.
Em diversos municípios brasileiros, a manutenção periódica está vinculada a legislações específicas, como leis de inspeção predial, além de normas técnicas como a ABNT NBR 5674 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Essas referências determinam responsabilidades, frequência mínima de inspeções e registro das atividades realizadas.
Benefícios da Manutenção Preventiva
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Segurança dos ocupantes: redução de riscos de acidentes.
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Valorização do patrimônio: preservação da estética e da funcionalidade.
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Eficiência financeira: prevenção de gastos emergenciais e desperdícios.
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Conformidade legal: cumprimento de exigências técnicas e normativas.
Desta forma, a adoção de um plano de manutenções periódicas não é apenas uma boa prática, mas uma necessidade estratégica para qualquer condomínio que busque preservar seu patrimônio, garantir a segurança dos usuários e manter a conformidade técnica e legal da edificação.
Se o seu condomínio ainda não possui um Plano de Manutenção Preventiva, este é o momento de agir. Conte com profissionais habilitados para desenvolver, implantar e acompanhar esse processo — evitando transtornos, reduzindo custos e assegurando tranquilidade para todos os moradores.
Artigo by IVAN CARLOS CUNHA
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Engenheiro Civil - Diretor Técnico e de Engenharia da
GNOSE CONSULTORIA E ENGENHARIA
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